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‘Tipo o Rincón’, colombiano Bryan ganha espaço e quer ser ídolo do Corinthians

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

Ser ídolo da torcida do Corinthians não é fácil, mas o colombiano Bryan Riascos, de apenas 19 anos, caminha a passos largos para conquistar de vez o carinho da Fiel. Na primeira fase da Copinha, que o Timão disputou na cidade de Limeira, a torcida se incomodou com o fato de ele estar na reserva e vibrou a cada trombada que ele distribuía quando entrava.

– Eu tenho isso, né? Vontade, raça, isso que a torcida gosta – diz o tímido garoto colombiano, jogador do clube desde agosto de 2012.

Bryan já fala bem o português e se sente à vontade entre os companheiros. Mas a adaptação não foi fácil. Sem agradar, jogou a Série A3 do Paulista, no ano passado, emprestado ao Flamengo de Guarulhos, uma filial do Timão na base. A torcida do ‘Corvo’, do mesmo jeito que a Fiel faz agora, o adotou.

– Eu aprendi a falar português lá. A primeira coisa que ensinam são os palavrões, né? Quando cheguei o que ouvi foi: ‘ô, v…’, ‘ô, f.d.p.’. Aí eu não entendia nada, e era muito ‘?vergonhoso’?. Agora eu que tiro sarro! – brinca Bryan.

É claro que a história de Bryan tem a ver com Freddy Rincón, colombiano que ergueu a taça do primeiro Mundial do Timão, em 2000.

– Rincón me viu jogando, gostou e falou que ia dar uma oportunidade de vir para o Brasil. Ele era meu ídolo, mas agora já tenho outros… tipo o Balotelli. Todo mundo fala que eu pareço com ele – afirma o camisa 19, que tem o mesmo porte físico do jogador italiano, apesar de ser dez centímetros mais baixo.

Em campo, Bryan diz que não tem segredos: é muita raça e muita velocidade, para chegar na linha de fundo e servir um companheiro. Neste sábadp, ele quer ser titular na vaga de Leandro, suspenso. Se não for, a torcida certamente vai reclamar.

– Virei ídolo, né? Tipo o Rincón!

CONFIRA NA ÍNTEGRA A ENTREVISTA DE BRYAN ANTES DA FINAL DA COPINHA:

Como foi virar um ídolo da torcida em Limeira?
Já virei ídolo, né? Já sou igual o Rincón. Foi muito legal o apoio da torcida e fico feliz porque eles estavam com a gente perdendo ou ganhando, dando força.

Você tem estilo brigador. Por isso a torcida do Corinthians te adotou?
Eu tenho isso, né? Vontade, raça, isso que a torcida gosta.

Como foi sua chegada ao Brasil?
Rincón conheceu meu empresário da Colômbia, e eles são muito amigos. Ele me viu jogando, gostou de mim e falou que ia me dar uma oportunidade de vir para o Brasil, jogar no Corinthians. Isso aconteceu em agosto de 2012.

Já fala bem o português?
Falo, né? Mais ou menos. Eu aprendi no alojamento, os meninos me ensinando. O primeiro que a gente aprende são os palavrões, né? Não queria falar… Mas quando eu cheguei aqui no Brasil as primeiras coisas que eu ouvi eram ‘ô, v…’, ‘ô, f.d.p.’, aí eu não entendia nada. Os caras pegavam no meu pé, todo dia queriam falar espanhol comigo, mas eu era muito ‘vergonhoso’, né? Agora sou eu que tiro sarro dos outros, eles têm que me aguentar.

O Rincón é sua grande inspiração?
Sempre quis conhecer ele, porque admirava o estilo de jogo com garra, com vontade. Ele era meu ídolo, mas agora já tenho outros. Meu ídolo hoje é o Balotelli, todo mundo fala que eu pareço com ele. Mas para mim não.

Ano passado você jogou no profissional do Flamengo de Guarulhos. Quais as diferenças para a base?
Ah, é diferente, né? Jogar no sub-20 é muita correria, o profissional é mais tranquilo, mais toque de bola. Meu estilo de jogo é de velocidade, chegar na linha de fundo e cruzar.

Sua família te acompanha na Colômbia?
Minha família mantém contato comigo todo dia, veem os jogos pela internet e comentam. Foi muito difícil chegar aqui sozinho, faz um ano e quatro meses que não volto para Colômbia, mas daqui a pouco vou, porque vou pegar férias em fevereiro e vou para lá.

Comoi foi a convocação para disputar a Copa São Paulo?
Foi uma surpresa. Todo mundo falava que eu ia ser emprestado para o Flamengo de novo, aí veio a surpresa que eu ia jogar a Copinha. Fiquei muito feliz. O Osmar disse que queria um time forte, para chegar na final. Agora só falta o título, né?

Já conhecia o Corinthians?
Quando o Rincón jogava aqui a gente ouvia falar do Corinthians, mas só fui conhecer mesmo quando foi campeão da Libertadores. Aí quando o Rincón apresentou a chance de jogar aqui eu fiquei feliz.

Fonte: Lancenet

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