Início » Ex-jogadores » Agora sensação, Everton Ribeiro teve de superar rejeições de Mano e Tite

Agora sensação, Everton Ribeiro teve de superar rejeições de Mano e Tite

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

SIGA O TIME DO POVO NO CANAL DO WHATSAPP

Notícias do Corinthians direto no seu WhatsApp em tempo real.

WhatsApp Entrar no Canal
Everton Ribeiro no treino do Corinthians:  (Foto: Ag. Estado)

POR DASSLER MARQUES

O golaço diante do Flamengo na última quarta-feira levou a atenção que faltava para o futebol bonito e eficiente de Everton Ribeiro (89) desde o começo da temporada passada. Pelo Coritiba em 2012 e pelo Cruzeiro neste ano, Everton conseguiu superar a falta de confiança em seu futebol no início de carreira. Filho das categorias de base do Corinthians, sofreu com as rejeições de Mano Menezes e Tite, especialmente por questões físicas.

Bastante franzino, o meia é um caso típico de jogador que demora a se desenvolver a ponto de suportar a competição mais dura do futebol profissional. O Corinthians não teve paciência e não percebeu que tinha um jogador especial a partir de suas categorias de base. Entre 2007 e 2008, Everton atuou em 18 jogos, mas nunca com sequência ou em uma posição específica. Acabou emprestado para o São Caetano e a partir dali, no meio-campo definitivamente, se encontrou.

Em janeiro de 2011, Everton Ribeiro voltou de empréstimo, mas seu contrato estava nos últimos meses. Para aproveitá-lo, o clube cobrava maior participação nos direitos econômicos em um novo vínculo, e não houve acordo. Tite, então no comando, concordou que o melhor caminho para Everton era distante do Parque São Jorge, ainda que o setor de criação fosse carente naquele momento. O Coritiba pagou R$ 1,5 milhão para contratá-lo definitivamente, aposta que se mostraria acertada. O Corinthians ficou com Morais.

Além das questões físicas que colocavam dúvidas sobre seu futebol, Everton Ribeiro também foi fruto do período negro da formação das categorias de base do Corinthians na primeira década deste século. Ele pertencia a uma badalada geração que ainda tinha Lulinha (90) e Dentinho (89), mas nunca se soube se jogaria na lateral ou meio-campo. Na época, os juniores corintianos atuavam em sistema de três zagueiros. Everton, que era ala, não tinha porte físico para o meio nem maturidade tática para a lateral.

Sem qualquer vínculo contratual com o Corinthians, o jogador mostrou bom futebol pelo Coritiba em 2011, mas chegou ao alto nível atual na temporada passada. Foi o principal artilheiro do Brasil entre todos os meio-campistas da Série A com 18 gols. Para contratá-lo, o Cruzeiro precisou vencer batalha com o Santos e não se arrependeu dos R$ 4 milhões investidos.

Marcelo Oliveira, responsável pela indicação, é o treinador que melhor compreendeu suas virtudes, antes no Paraná e agora em Minas Gerais. Everton Ribeiro, canhoto, abre da direita para o centro com inteligência para alimentar as jogadas verticais de Ricardo Goulart (91), pelo centro, ou de Mayke (92) pela direita. Tem uma bola parada venenosa, além de uma finalização forte e precisa. É hoje o principal jogador do vice-líder do Campeonato Brasileiro. Marcou 10 gols nesta temporada.

Fonte: Terra

Fifa publica “recado” de Bidon a Ancelotti em matéria especial Wesley faz gol absurdo em estreia pelo Cruzeiro no Brasileirão; assista Declaração de Matheuzinho sobre gramado do Corinthians após a eliminação irrita a torcida; veja Os cinco jogos mais marcantes entre Corinthians e Internacional Revelado a gravidade da lesão de Yuri Alberto; saiba previsão de retorno Ancelotti se manifesta pela 1ª vez após Copa com “recado” a Hugo Souza e revelação do novo ataque da Seleção Brasileira Rafael Leão revela conversa com Diniz após assistir gol de Neymar pelo Santos BID da CBF informa rescisão de atacante de R$ 1 bilhão do Corinthians Banco publica nota prometendo investir até US$ 1 bilhão no Corinthians; leia Fiel recebe boa novidade sobre novo naming rights da Neo Química Arena