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Médico que aprovou Pato no Corinthians: ‘Não teria liberado para o Santos’

Danilo Vieira Andrade

Danilo Vieira Andrade

O Corinthians pagou R$ 40 milhões pela contratação de Alexandre Pato  Crédito: Gazeta Press






















O médico Beny Schmidt, chefe do laboratório de patologia muscular da Universidade do Estado de São Paulo (USP), recebeu no início do ano um pedido especial de um ex-aluno.

‘O Joaquim Grava entrou em contato comigo falando que o Pato precisava ser liberado. Mas ele estava com muito medo porque o Pato não jogava. Então, ele queria saber se o Pato poderia jogar ou não e perguntou: “você faz uma biópsia?”. Na biópsia, então, foi vista uma fibrose’, relembra, em entrevista ao ESPN.com.br.

O exame durou menos de cinco minutos. Estava previsto para mais cedo, mas acabou sendo feito apenas às 11h da manhã porque o então atacante do Milan chegou atrasado. Cinco horas depois, ele tinha em mãos o resultado dos testes e anunciaria ao vivo em entrevista a liberação de Alexandre Pato para o Corinthians. Poderia não ter feito, segundo ele. O Santos, que enfrenta os alvinegros neste domingo, às 16h (de Brasília), no Morumbi, pelo Campeonato Paulista, não teria recebido o mesmo aval.

‘Eu liberei o jogador por causa da confiança que tenho no departamento médico do Corinthians. Se fosse outro departamento, o do Santos, por exemplo, não liberaria. Porque o Santos não tem estrutura’, exemplifica.

No boletim que concederia à imprensa naquele mesmo dia, Schmidt falava em ‘alterações mínimas’ ao abordar a condição médica do novo reforço do Parque São Jorge. Segundo ele, o termo não condizia totalmente com a realidade, mas se fazia necessário naquele momento para evitar maiores desdobramentos em torno da contestada situação médica de Pato.

‘Se a fibrose identificada na biópsia fosse muito grave, eu não teria liberado. Não era tão mínima assim. Falei “mínima” para não chocar, mas ele foi afetado no Milan’, explicou.

Admirador confesso do trabalho do preparador físico Fabio Mahseredjian, Beny Schmidt chegou a se encontrar ao lado do diretor de pesquisa científica do laboratório RDO R&D, Roberto Araújo, responsável pelo perfil genético de Alexandre Pato, não só com o preparador físico, mas também com outros profissionais alvinegros como Joaquim Grava, consultor médico, Bruno Mazziotti, fisioterapeuta, e Cleber Costa de Souza, enfermeiro.

‘O Fabio foi um dos que veio no consultório discutir os resultados e explicamos a situação, todo esse relatório genético. Agora eles estão aplicando as informações nesse sentido’, conta Schmidt. ‘O departamento médico do Corinthians é o melhor do País. Acho que o clube tem um ponto a mais em relação a outras equipes’, prossegue.

Fonte: ESPN

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